
O presidente do Benfica comentou as declarações de José Mourinho, que considerou perdidas as hipóteses de título dos encarnados.
Rui Costa, presidente do Benfica, não se deixou abater pela recente má fase da equipa, sublinhando a necessidade de acreditar até ao fim na conquista do campeonato. Após o empate "completamente inesperado" contra o Casa Pia, que complicou as contas do clube, Rui Costa reconheceu a insatisfação dos adeptos, mas afirmou que "é proibitivo abandonar a época".
Em declarações aos jornalistas, o dirigente reforçou: "Somos obrigados a acreditar em todos os lugares enquanto for possível. É a obrigação de cada jogador, treinador e pessoa que trabalha no Benfica, pela responsabilidade que é representar o clube e pelo respeito que temos de ter pelos adeptos do Benfica".
Rui Costa também comentou as declarações de José Mourinho, que afirmou que o Benfica havia perdido "as últimas possibilidades que teria de lutar pelo título". O presidente encarnado considerou estas palavras como reflexo de um treinador descontentado com a exibição da sua equipa. "O plantel reagiu com a desilusão de ter empatado um jogo que não devia ter empatado", acrescentou.
Além das questões desportivas, Rui Costa esteve na Assembleia da República para discutir preocupações relacionadas com o futebol português, incluindo direitos televisivos e regulamentações sobre apostas desportivas. O presidente do Benfica destacou a importância de abordar temas que afetam o futebol em geral, afirmando que "o Benfica não veio aqui só defender os seus interesses".
Sobre o recente empréstimo obrigacionista de 40 milhões de euros, Rui Costa afirmou que é uma "necessidade do clube" e expressou confiança no sucesso da operação, que será repetida.
Com a época a decorrer de forma aquém das expectativas, Rui Costa não hesitou em admitir a decepção, mas reiterou que a responsabilidade de todos é manter a luta até ao fim, em respeito pela camisola sagrada e pelos adeptos. O futuro do treinador José Mourinho, apesar das críticas, não é uma preocupação imediata, já que este tem contrato por mais um ano, embora Rui Costa tenha afirmado que "ninguém é imune a nada, nem o presidente".