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Ex-leão alerta: "Atletas estão muito desgastados e a ficar já nos limites"

Augusto Inácio, antigo defesa do Sporting, mostra preocupação com a profundidade do plantel e o estado físico da equipa de Rui Borges numa fase decisiva.

Ex-leão alerta: "Atletas estão muito desgastados e a ficar já nos limites"
Reprodução / Sporting Clube de Portugal

A pouca frescura física dificulta a gestão de objetivos do Sporting na reta final da temporada e pode comprometer a conquista de troféus, admite o ex-futebolista, treinador e dirigente ‘verde e branco’ Augusto Inácio.

“Acho que não tem plantel para todas as frentes, mas um clube como o Sporting e o próprio treinador Rui Borges pensam que, estando envolvidos nessas lutas, é para ganhar. Só que estamos em abril e os atletas estão muito desgastados e a ficar já nos limites. É natural que, depois, a equipa acabe por se ressentir”, notou à agência Lusa o antigo defesa esquerdo internacional português, de 71 anos, que jogou nos ‘leões’ entre 1974 e 1982 e levou-os em 1999/00 ao primeiro título de campeão em 18 anos.

Em busca do seu primeiro tricampeonato desde o ‘tetra’ festejado entre 1950/51 e 1953/54, o Sporting é segundo classificado da I Liga e está a cinco pontos do líder isolado FC Porto, mas com menos um jogo, tendo ainda vantagem sobre os ‘dragões’ (1-0 em Alvalade) nas meias-finais da Taça de Portugal.

Os ‘leões’ também estão envolvidos na Liga dos Campeões e visitam na quarta-feira o Arsenal, vencedor da fase de liga e comandante da Premier League, na segunda mão dos ‘quartos’, oito dias depois de os ingleses terem vencido em Lisboa (1-0), com um golo do suplente alemão Kai Havertz já no período de compensação, aos 90+1 minutos.

“O Sporting tem um jogo importante em Londres, mas nota-se que a equipa não está fresca e isso vai-se acumulando. Alguns atletas estão fora [por lesão] e outros andam no limite. É preocupante e, às vezes, pode pagar-se caro não ter um plantel com mais profundidade”, observou.

Augusto Inácio lembrou que, antes da última paragem para as seleções nacionais, em março, o Sporting geriu menos os seus habituais titulares em relação ao FC Porto, opositor nos ‘quartos’ da Liga Europa dos ingleses do Nottingham Forest, orientados pelo ex-técnico ‘azul e branco’ Vítor Pereira.

Depois do reencontro com o Arsenal, os ‘leões’ recebem o Benfica no dérbi lisboeta da 30.ª jornada da I Liga, determinante nas contas do título e do acesso à Liga dos Campeões, destinado aos dois primeiros, seguindo-se a visita aos ‘dragões’ para a decisão do acesso à final da Taça de Portugal.

“Tudo depende da ideia do treinador e da forma como quer gerir. Todos dizem que querem ganhar, mas os factos é que determinam se estão em posição de o fazer. O Sporting pode ganhar tudo, mas também pode perder. Dado o esforço físico dos jogadores e as poucas alternativas que há para rodar, eu temo que o Sporting possa não ganhar nada”, advertiu.

Para continuar na ‘Champions’, o Sporting tem de quebrar a invencibilidade do Arsenal, única equipa sem derrotas na presente temporada na prova, e vencer pela terceira vez, ao 18.º embate, em Inglaterra nas competições europeias.

Os ‘leões’ estrearam-se a ganhar nesse histórico em 1981/82, frente ao Southampton (4-2), na abertura da segunda ronda da Taça UEFA, com golos de Rui Jordão, Nick Holmes, na própria baliza, e do capitão Manuel Fernandes, que ‘bisou’, tendo Augusto Inácio sido totalista.

“Na véspera, estava com um pico de febre. Deram-me comprimidos e injeções e ainda baixei para os 37 graus, mas, perto do apito inicial, voltei a ter 39. Pediram-me a opinião e eu aceitei ir a jogo. Ganhámos, mas a noite foi horrível para mim, porque o corpo ressentiu-se muito”, recordou.

Assente no trio ofensivo constituído por António Oliveira, Jordão e Manuel Fernandes, o Sporting cumpriu o “rigor e sentido de baliza” pedidos pelo treinador inglês Malcolm Allison e controlou a fisicalidade do Southampton, capitaneado pelo avançado Kevin Keegan, vencedor da Bola de Ouro em 1978 e 1979.

“Apanhei pela frente o craque da seleção inglesa e, se fosse a olhar para o nome, tinha perdido os lances todos. Anulei a sua movimentação ofensiva, porque estive a marcá-lo sempre em cima até à linha de meio-campo e não o deixava virar [para a baliza do Sporting]. Eles marcaram de outra forma e não daquela em que o Kevin Keegan tivesse uma grande preponderância. Com vaidade minha, fiz um grande jogo e o Sporting também”, enquadrou.

Notabilizado na década de 1970 ao serviço do Liverpool e dos alemães do Hamburgo, Kevin Keegan reduziu de penálti e ainda viu o Southampton colocar o resultado da primeira mão em 3-2, sem evitar a derrota caseira e, mais tarde, a eliminação da Taça UEFA, face ao empate em Lisboa (0-0).

O Sporting seria afastado na ronda seguinte pelos suíços do Neuchâtel Xamax, numa temporada assinalada pela sua quinta e antepenúltima ‘dobradinha’ a nível doméstico, antes de Augusto Inácio se transferir para o FC Porto, ao serviço do qual se sagrou campeão europeu em 1986/87.

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