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Jorge Jesus: «A sétima vitória faz parte daquilo que andamos à procura»

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Declarações de Jorge Jesus, treinador do Benfica, após o Vitória de Guimarães – Benfica (1-3), jogo da sétima jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.
Jorge Jesus: «A sétima vitória faz parte daquilo que andamos à procura»

“Tínhamos a noção de que este jogo em Guimarães era difícil. Sabíamos que o [Vitória de] Guimarães tinha uma equipa bem organizada, com bons jogadores, com um público apaixonado, que acredita que a equipa pode dar sempre a volta. O Benfica fez uma primeira parte de muita qualidade, com dois golos, e poderia ter chegado ao intervalo a ganhar por 3-0 ou 4-0. O [Vitória de] Guimarães não teve hipótese. O Benfica teve sempre bola e muita criatividade individual e coletiva. Jogámos muito na primeira parte.

Na segunda parte, o jogo ficou dividido. O Benfica já não foi aquela equipa tão bem posicionada, tão criativa e tão bem posicionada taticamente como na primeira parte. Começou a perder referências posicionais tanto com bola, como sem bola. O Guimarães reequilibrou o jogo, mas sem nos criar grandes problemas em termos de decisão e de finalização. O 3-1 deu alguma esperança aos jogadores e aos adeptos de entrarem no jogo.

Com o 3-0, o treinador começou a pensar nalgumas substituições para não ter jogadores tão fatigados na quarta-feira [frente ao Barcelona, para a Liga dos Campeões]. As substituições não conseguiram segurar a mesma intensidade de jogo que a equipa vinha a ter. Os adeptos do Benfica estiveram em minoria, mas presentes, a apoiar-nos e a incentivar-nos. A partir de agora, é pensar no próximo jogo, para a ‘Champions’.

A sétima vitória faz parte daquilo que andamos à procura. Tínhamos um jogo difícil. Não se pode desvalorizar os jogadores do Guimarães, que são tecnicamente evoluídos. Sabíamos que se não estivéssemos bem taticamente em termos defensivos, poderíamos ser surpreendidos. Não permitimos isso.

Sobre essa história do Darwin [que respeita a um alegado desentendimento entre o jogador e o treinador, aos 63 minutos], parece que o diálogo entre jogadores e treinadores é uma situação fora do comum. O treinador tem de dar ordens aos jogadores, quando acha que não fez tão bem a jogada. Às vezes, o jogador acha que não fez tão mal a jogada e responde.

Não escalei a equipa a pensar no jogo de quarta-feira. O [Valentino] Lázaro esteve bem [na estreia absoluta pelo Benfica], mas com alguma dificuldade nos últimos 10 a 15 minutos, fisicamente. Gostei do jogo dele.

O Benfica tem um lote de jogadores muito aproximados [a propósito de menor utilização de Pizzi]. Tem praticamente duas ou três opções por posição, sem baixar muito a sua qualidade”.

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