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Fernando Santos: «100 jogos e duas grandes vitórias para Portugal»

Declarações de Fernando Santos, selecionador de Portugal, à 'flash interview' da RTP após o jogo Portugal-República Checa (2-0), da terceira jornada do grupo A2 da Liga das Nações, disputado em Lisboa.

Fernando Santos: «100 jogos e duas grandes vitórias para Portugal»

"Tem sempre um sabor especial, não sou indiferente a 100 jogos à frente da equipa do meu país. Mais importante que isso foi ter podido vencer, continuar a poder vencer e acredito que é possível vencer um campeonato do mundo.

Este jogo podia criar algum problema. Esta equipa da República Checa é muito fechada e cria muitos problemas ao adversário em termos de entrada - a Espanha teve muita dificuldade – e, depois, são rápidos em contra-ataque e cria algum desgaste. Conhecemos bem os processos dele e acertámos bem, mas faltou, do segundo terço para a frente, mais objetividade. A partir dos 25 minutos, tivemos boa circulação, posse, dinâmica e objetividade, fizemos dois golos e podíamos ter feito mais. Penso que peca por escasso.

Ao intervalo, disse aos jogadores que tínhamos de começar como acabámos a primeira parte, mas eles não são máquinas. O cérebro começa a ter menos oxigénio, mas sempre com grande atitude e disponibilidade para o jogo, embora esse fulgor se fosse perdendo. Acabámos por controlar bem o jogo e foi uma vitória normal e justa. Nesta altura da época, não sei se é possível pedir mais do que isto aos jogadores.

Este grupo está claramente em aberto e vai definir-se seguramente na janela de setembro. Queremos procurar continuar na senda das vitórias, isso é que nos vai catapultar para o que queremos, que é apurarmo-nos para a ‘final four’ da Liga das Nações e estarmos muito fortes naquilo que é a nossa meta [campeonato do mundo].

Quando o Bernardo Silva está no seu apogeu de forma, seguramente está nos 10 melhores jogadores do mundo. Quem marca muitos golos, tem sempre um quadro de grande visibilidade, mas o Cristiano Ronaldo não é só pelos golos. Os outros jogadores têm várias oscilações. Em termos técnicos e na criatividade individual, na minha opinião, o Bernardo está nos 10 melhores do mundo.

Disse que o Danilo podia ser perfeitamente o quarto central da seleção. Tínhamos José Fonte, Pepe, Rúben Dias… Não alterei nada, antes pelo contrário. Confirmei aquilo que disse. Está a provar que pode jogar a central com à-vontade. Como trinco clássico, é o lugar de excelência dele, mas é muito bom como central também.

100 jogos e duas grandes vitórias para Portugal. Não sou muito dado a estas coisas, cada um tem a sua maneira de ser e de estar. O presidente só me deu o prémio agora, não me ofereceu antes porque sabe que eu, antes do jogo, nem queria vir falar disto. Claro que me enche de orgulho. Tenho uma carreira longa como jogador e treinador, que me enche de orgulho.

Sei quem vai jogar no domingo [na baliza], é o Rui Patrício. Entendo que a rotação deve ser feita neste momento, são dois grandes guarda-redes. Temos outro aqui, o Rui Silva, também o Anthony Lopes… Entendo que é mais do que lógico e natural”.

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