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Palmeiras dá 'tiros nos pés' e perde nova Supertaça na 'lotaria'

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O Palmeiras, do treinador português Abel Ferreira, teve na quarta-feira tudo para ganhar a Supertaça sul-americana de futebol, mas deu uma série de ‘tiros nos pés’ e ‘entregou’ o troféu ao Defensa y Justicia, vencedor na ‘lotaria’ (4-3).
Palmeiras dá 'tiros nos pés' e perde nova Supertaça na 'lotaria'

Três dias depois de perder para o Flamengo a Supertaça brasileira, o ‘verdão’ voltou a ‘tombar’ no mesmo local, em Brasília, e da mesma forma, no desempate por penáltis, que não foi competente para evitar, num jogo em que até começou por ampliar a vantagem (2-1) trazida da Argentina.

O penálti de Raphael Veiga, aos 23 minutos, parecia indicar que o título não escaparia, mas Brain Romero empatou o jogo, aos 30, e, após a expulsão de Matías Viña, aos 68, Alan Empereur perdeu a bola para Marcelo Benítez igualar a eliminatória, aos 90+3.

A tarefa parecia muito complexa, mas a equipa de Abel Ferreira recebeu uma nova ‘vida’ no início do prolongamento, com mais um penálti a seu favor, novamente descoberto pelo VAR, e a expulsão de Braian Romero, que deixou as duas equipas reduzidas a 10.

Gustavo Gómez não conseguiu, porem, concretizar o castigo máximo, aos 100 minutos, ao permitir a defesa de Unsain e o jogo ‘arrastou-se’ até aos penáltis, nos quais os quatro argentinos chamados a marcar não falharam, ao contrário de Luiz Adriano (poste esquerdo) e do guarda-redes Weverton (à barra).

Desta forma, e no vazio Estádio de Brasília, a festa, sem público, foi dos argentinos, que, sob o comando do regressado Sebastián Beccacece, conquistaram pela primeira vez o troféu, juntando-o à Taça sul-americana.

A formação argentina assumiu o comando do jogo desde início, mas, com pressão alta, o Palmeiras ganhou um penálti aos 19 minutos, após uma falta de Meza sobre Rony, que Raphael Veiga não desperdiçou, aos 23.

O Defensa y Justicia não demorou, porém, a reagir e, aos 30 minutos, restabeleceu a igualdade: Matías Rodríguez fez um excelente passe a desmarcar Pizzini, que centrou atrasado, da direita, para o remate sem precipitações de Braian Romero.

O Palmeiras controlou os argentinos na parte final da primeira parte e fez o primeiro remate da segunda, por Rony, mas o conjunto de Buenos Aires reentrou por cima e ameaçou por três vezes o segundo golo, por Romero, Benítez e Loaiza, dos 52 aos 58 minutos.

Isolado por Patrick De Paula, aos 61 minutos, Rony viu Unsain negar-lhe novamente o segundo tento dos locais, que, aos 68, ficaram reduzidos a 10 unidades, por expulsão de Matías Viña - no chão, pontapeou Frias.

Com menos uma unidade, o Palmeiras fechou-se mais na defesa e os argentinos, cada vez mais precipitados, nunca encontraram espaços para criar perigo e estiveram perto de sofrer um segundo tento, num contra-ataque de Gabriel Veron, aos 79 minutos.

O Defensa y Justicia ‘abusou’ dos cruzamentos, quase sempre mal efetuados, e o troféu parecia destinado ao Palmeiras, só que, aos 90+3 minutos, Alan Empereur, a tentar sair a jogar, perdeu a bola, que sobrou para um grande ‘tiro’ de Marcelo Benítez, que bateu Weverton e forçou o prolongamento no último ‘suspiro’.

A primeira parte do prolongamento ficou marcada por uma jogada aos 94 minutos, com Rony a cair em luta com o guarda-redes Unsain e o árbitro a assinalar novo penálti para os brasileiros, novamente depois de ser alertado pelo VAR.

A jogada deu origem a grande confusão entre os elementos dos dois conjuntos, incluindo titulares, suplentes e ‘staff’, no relvado e no túnel de acesso aos balneários, e a grande vítima foi Braian Romero, que viu o vermelho direto.

O Palmeiras, de novo em igualdade numérica, teve a ocasião para retomar o comando da eliminatória, mas, aos 100 minutos, Gustavo Gómez não conseguiu converter o castigo máximo, atirando fraco para a esquerda de Unsain, que defendeu.

O ’10 contra 10’, com as duas equipas muito desgastadas, ‘arrastou-se’ até ao final da primeira parte e manteve-se longe das balizas também na segunda, pelo que tudo se decidiu no desempate por grandes penalidades.

Gabriel Menino deu vantagem aos brasileiros (1-0), Frias empatou (1-1), Luis Adriano atirou ao poste esquerdo, Merentiel colocou os argentinos na frente (1-2), Gustavo Gómez empatou com muita sorte (2-2), Isnaldo fez o 2-3, Rony o 3-3, Enzo Fernández o 3-4 e Weverton fez a bola raspar na barra e seguir para a bancada, dando o triunfo ao Defensa y Justicia.

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