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"O Benfica pode barafustar mas o golo de Di Maria foi bem anulado"

O jogo entre Sporting e Benfica nas 'meias' da Taça de Portugal, não apenas cumpriu as expectativas de ser um encontro emocionante entre dois dos maiores clubes portugueses, mas também se tornou palco de controvérsias e discussões acaloradas sobre as decisões arbitrais.

"O Benfica pode barafustar mas o golo de Di Maria foi bem anulado"
Benfica

"No momento do remate do Di Maria, o Tengstedt está em posição de fora de jogo", frisa antigo árbitro português.

Desde o apito final, as redes sociais foram inundadas com reações de adeptos de águias e leões, jogadores e dirigentes, cada um a expressar a sua perspetiva sobre lances-chave que moldaram o resultado final de 2-1 a favor do Sporting.

Roger Schmidt reclamou, Rui Costa também, tal como Di Maria, já hoje mesmo através das redes sociais, sobre a arbitragem do derby das meias finais da prova rainha.

"O que podemos dizer de ontem, ficou à vista de todos o que se passou. Continuaremos a trabalhar para atingir os objetivos, sozinhos contra todos", pode ler-se numa publicação no Instagram de Ángel Di Maria.

Schmidt, técnico do Benfica, por sua vez, no final do encontro não escondeu a sua insatisfação com as decisões tomadas ao longo do jogo pela equipa de arbitragem, questionando abertamente a validade do golo anulado ao argentino.

Rui Costa, presidente do Benfica, também se manifestou e, à saída do Estádio de Alvalade, confrontou os jornalistas com o golo anulado aos encarnados, tendo que na altura daria o empate à turma de Schmidt: "Digam vocês. Não era golo?", questionou o líder máximo dos encarnados.

"Na minha opinião fica um penalti por assinalar de João Neves sobre Pedro Gonçalves"

Contudo, a análise técnica do golo anulado de Di Maria revela um cenário diferente. O ex-árbitro Marco Ferreira destacou que o fora de jogo posicional de Casper Tengstedt, mesmo sem tocar na bola, interferiu na linha de visão do guarda-redes, justificando assim a intervenção do VAR e a anulação do golo.

"A justificação é muito simples. No momento do remate do Di Maria, o Tengstedt está em posição de fora de jogo", começou por dizer o agora comentador, em declarações à Antena 1.

"Numa primeira análise, é um fora de jogo posicional, mas a partir do momento em que acaba de ficar obstruído a linha de visão do guarda-redes, e tem impacto, uma parte ativa no jogo e a partir desse momento o VAR tem que intervir", acrescentou.

"O Benfica pode barafustar mas o golo de Di Maria foi bem anulado", observou Marco Ferreira.

Essa decisão do VAR foi consistente com outras situações semelhantes ocorridas anteriormente no campeonato português, como o caso do golo anulado ao Sporting contra o Sp. Braga.

Segundo Marco Ferreira, os árbitros do dérbi seguiram o mesmo critério nessas ocasiões, em conformidade com as recomendações do IFAB.

"Sim, nessa altura fez correr muita polémica. Curiosamente foi o Sporting com algumas queixas, mas acho que é isso que é bem claro qual era a recomendação do IFAB em situações destas. E ontem também tinha que ser anulado. Portanto, os árbitros aqui seguiram o mesmo critério", lembrou o antigo árbitro madeirense.

"Os árbitros devem-se abster de fazer gestos. Condicionam realmente a intervenção do VAR"

É importante notar que a polémica não se limitou ao golo anulado aos encarnados. Marco Ferreira identificou um erro arbitral a favor do Sporting, referindo-se a um penálti não assinalado sobre Pedro Gonçalves.

O comentador argumentou que o árbitro Fábio Veríssimo influenciou a intervenção do VAR ao gesticular que não houve infração, levantando questões sobre a objetividade e imparcialidade do sistema de videoárbitro.

"Na minha opinião fica um penalti por assinalar. É um erro claro e óbvio. O Pedro Gonçalves consegue se antecipar ao João Neves e depois, quando tem a posição de ganha, o João Neves acaba por atingi-lo na sua perna direita, por trás, provocando o desequilíbrio e a sua queda", frisou Marco Ferreira.

"O Fábio Veríssimo estava bem colocado, estava dentro da área e é muito perentória em gesticular que não há infração nenhuma e penso que isso condiciona um pouco a intervenção do VAR", acrescentou.

"É factual o contacto, mas a questão da intensidade, da interpretação que possa ser dada, os árbitros devem-se abster de fazer gestos no momento em que tomam a decisão porque condicionam realmente a intervenção do VAR", rematou Marco Ferreira.

Enquanto o debate sobre as decisões arbitrais do intenso dérbi continua a ecoar pelos corredores do futebol português, é inegável que o Sporting sai de Alvalade com uma vantagem valiosa para o confronto da segunda mão das meias-finais, no Estádio da Luz.

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